sábado, 9 de setembro de 2017

WhatsApp libera chamadas em vídeo PiP para Android

Vídeo Chamadas no Whatsapp - Foto:reprodução

     O WhatsApp atualizou ontem (8) o próprio aplicativo para a versão 2.17.323 com algumas novidades: chamadas em vídeo picture-in-picture (PiP) e atualizações em textos para o Status. Se você está correndo para atualizar o próprio app, fique calmo: apenas aparelhos Android com versão 8.0+ poderão utilizar os novos recursos por enquanto.
          A novidade PiP funciona da seguinte maneira: quando você inicia uma chamada em vídeo, basta apertar uma vez o botão Voltar para retornar para a conversa. Dessa maneira, a chamada em vídeo ficará em uma janela "flutuante" sobre a conversa ou outros apps.

Vídeo Chamadas no Whatsapp

          O modo Status, o "Stories" do WhatsApp, agora também vai suportar mensagens de texto. Dessa maneira, usuários poderão escrever aquelas "mensagens de bom dia" ou divulgar o próprio negócio pelas atualizações de Status. Ainda não se sabe quando a atualização chegará para outras versões do Android.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Brasileiro cria novo design radical de computador quântico

Guilherme Tosi e Andrea Morello junto ao equipamento usado para resfriar os chips quânticos até próximo do zero absoluto. [Imagem: Quentin Jones/UNSW]

         Um pesquisador brasileiro, atualmente trabalhando na Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, inventou uma nova arquitetura radical para a computação quântica. A inovação permite a fabricação de processadores quânticos em larga escala de forma muito mais barata - e mais fácil - do que se pensava ser possível.
               O brasileiro Guilherme Tosi e seus colegas explicam que a nova arquitetura permite que um processador quântico de silício seja fabricado sem a complicada e tediosa colocação precisa dos átomos que funcionam como bits quânticos, como acontece nas abordagens tentadas até agora. Em vez disso, os qubits podem ser colocados a centenas de nanômetros de distância uns dos outros e, ainda assim, permanecerem acoplados uns aos outros pelo fenômeno quântico do entrelaçamento (ou emaranhamento). Isso não apenas é mais fácil em termos de engenharia de produção, como também deixa o espaço necessário para a colocação dos eletrodos e dos demais componentes sem interferir com o frágil estado dos qubits. "É um design brilhante, e como muitos desses avanços conceituais, é incrível que ninguém tenha pensado nisso antes. O que Guilherme e a equipe inventaram é uma nova maneira de definir um qubit de spin, que usa tanto o elétron quanto o núcleo do átomo. Fundamentalmente, este novo qubit pode ser controlado usando sinais elétricos, em vez de magnéticos. Os sinais elétricos são significativamente mais fáceis de distribuir e localizar dentro de um chip eletrônico," disse o professor Andrea Morello, coordenador da equipe.

A grande vantagem da nova arquitetura é que os bits podem ficar distantes uns dos outros e ainda manter o entrelaçamento. [Imagem: Tony Melov/UNSW]

Melhor que qubits do Google e IBM

            O novo conceito de processador quântico evita um problema que todos os qubits de silício baseados no spin - uma propriedade magnética das partículas subatômicas - se deparam quando se tenta construir matrizes com um número significativo de qubits: a necessidade de espaçá-los a uma distância correspondente ao diâmetro de apenas 50 átomos - algo entre 10 a 20 nanômetros. "Se eles ficam muito próximos ou muito distantes, o 'emaranhamento' entre os bits quânticos - que torna os computadores quânticos tão especiais - não ocorre," explicou Tosi, que se formou em física na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.
                Ele então foi trabalhar na equipe do professor Morello, cuja equipe vinha trabalhando há tempos na construção de qubits de silício, incluindo um leitor de elétrons individuais, para ler os dados, e um bit quântico revestido, capaz de guardar os dados 10 vezes melhor do que seus antecessores. "Mas se quisermos fazer uma série de milhares ou milhões de qubits tão próximos, isso significa que todas as linhas de controle e os dispositivos de leitura também devem ser fabricados nessa escala nanométrica e com essa densidade de eletrodos. Este novo conceito sugere um outro caminho," detalha Tosi.
               No outro extremo do espectro estão os circuitos quânticos supercondutores, adotados, por exemplo, pela IBM e pelo Google. Esses sistemas são grandes e fáceis de fabricar, e atualmente lideram a corrida da computação quântica em termos do número de qubits que podem ser manipulados - quanto mais qubits, maior o poder de processamento do computador. No entanto, devido justamente às suas dimensões maiores, a longo prazo essa abordagem fatalmente terá problemas ao tentar reunir e operar milhões de qubits, necessários para rodar os algoritmos quânticos mais importantes. 
              A nova abordagem baseada em silício criada por Tosi fica bem no ponto ideal entre a dificuldade de colocar qubits na distância precisa e o risco de começar com circuitos grandes demais. "Ela é mais fácil de fabricar do que dispositivos de escala atômica, mas ainda nos permite colocar um milhão de qubits em um milímetro quadrado," disse o professor Morello.

Cada qubit é manipulado magneticamente pelos eletrodos colocados na parte de cima do chip. [Imagem: Tony Melov/UNSW]

Qubit flip-flop

                 No qubit de átomo único usado pela equipe de Morello e ao qual o novo design de Tosi se aplica, um chip de silício é coberto com uma camada de óxido de silício isolante, em cima do qual repousa um padrão de eletrodos metálicos que operam em temperaturas próximas do zero absoluto e na presença de um campo magnético muito forte. O núcleo do qubit é um átomo de fósforo, que detém o recorde mundial de tempo de coerência - o tempo que a memória quântica consegue guardar o dado.
                A descoberta conceitual de Tosi envolve a criação de um tipo completamente novo de qubit usando o núcleo e o elétron do átomo de fósforo. O estado '0' é definido como o spin do elétron estando para baixo e o spin do núcleo para cima, enquanto o estado '1' é definido como o spin do elétron estando para cima e o spin nuclear para baixo. "Nós o chamamos qubit flip-flop," disse Tosi. "Para operar este qubit, você precisa afastar um pouco o elétron do núcleo, usando os eletrodos na parte superior. Ao fazer isto, você também cria um dipolo elétrico." - flip-flop, ou multivibrador biestável, é o nome de um circuito lógico que oscila constantemente entre um estado estável e um estado não-estável, permitindo seu uso como uma memória. "Este é o ponto crucial," acrescenta Morello. "Esses dipolos elétricos interagem uns com os outros em distâncias muito grandes, uma boa fração de um micrômetro, ou 1.000 nanômetros. Isso significa que agora podemos colocar os qubits atômicos muito mais separados do que se pensava que fosse possível. Portanto, temos espaço suficiente para intercalar os principais componentes clássicos, como interconexões, eletrodos de controle e dispositivos de leitura, mantendo a natureza precisa do bit quântico atômico".

Arquitetura do processador quântico multibits que a equipe pretende construir agora. [Imagem: Tony Melov/UNSW]

Processador quântico de 10 qubits

            O professor Morello classificou o conceito criado por Guilherme Tosi tão significativo quanto o artigo seminal do físico Bruce Kane que, em 1998, publicou um artigo na revista Nature demonstrando uma nova arquitetura que possibilitaria construir um computador quântico baseado em silício, desencadeando a corrida mundial para a construção desses computadores futurísticos. "Como o artigo de Kane, esta é uma teoria, uma proposta - o qubit ainda tem que ser construído," disse Morello. "Nós temos alguns dados experimentais preliminares que sugerem que é totalmente possível, então estamos trabalhando para demonstrar isso completamente. Mas acho que isso é tão visionário quanto o artigo original de Kane".
           A equipe da universidade fechou um acordo de US$67 milhões com a empresa de telecomunicações Telstra, o Commonwealth Bank e os governos da Austrália e do estado de Nova Gales do Sul para desenvolver, até 2022, um protótipo de um circuito integrado quântico de silício de 10 qubits. A construção de um computador quântico vem sendo chamada de corrida espacial do século 21 - um desafio difícil e ambicioso com o potencial de fornecer ferramentas revolucionárias para abordar cálculos antes impossíveis, com uma infinidade de aplicações úteis na saúde, finanças, química, desenvolvimento de materiais, depuração de software, indústria aeroespacial e transporte.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Maior erupção solar em uma década pode afetar a Terra. Saiba como

O Observatório de Dinâmica Solar da Nasa capturou esta imagem de uma erupção solar X9.3 em 6 de setembro. FOTO DE NASA/GSFC/SDO

         Na manhã da última quarta-feira, nossa estrela emitiu duas monstruosas erupções solares. Uma delas, a segunda, foi a mais forte que vimos em mais de uma década. A explosão de radiação foi tão intensa que, em lugares da Terra onde o sol batia no momento, ondas de rádio de altas-frequências foram interrompidas por cerca de uma hora. Na manhã da última quarta-feira, nossa estrela emitiu duas monstruosas erupções solares. Uma delas, a segunda, foi a mais forte que vimos em mais de uma década. A explosão de radiação foi tão intensa que, em lugares da Terra onde o sol batia no momento, ondas de rádio de altas-frequências foram interrompidas por cerca de uma hora. Cientistas de clima espacial classificam as erupções com base em sua intensidade – a classe X é a mais poderosa. As explosões podem liberar tanta energia quanto um bilhão de bombas de hidrogênio.
                De acordo com a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA), dos EUA, o sol começou a projetar sua fúria às 5:10 da quarta-feira com uma erupção X2.2. Apenas 3 horas depois, o astro produziu uma segunda erupção medindo impressionantes X9.3 – o registro mais alto desde 2006. A erupção mais potente registrada nos tempos modernos foi em 2003, quando pesquisadores observaram uma explosão tão forte que quase não coube na escala – X28. 
                 Nesta quinta-feira, cientistas que utilizavam o satélite Observatório Solar e Heliosférico (SOHO), confirmaram que uma nuvem gigante de partículas carregadas – chamada de ejeção de massa coronal (EMC), e fruto das erupções – está a caminho da Terra. Até uma pequena distorção no campo magnético do nosso planeta, causada por uma potente EMC, pode desencadear uma tempestade geomagnética. O evento é capaz de perturbar o funcionamento de satélites, navegações por GPS e malhas de energia elétrica. Mas pode, também, promover auroras especialmente brilhantes. Cientistas do SOHO preveem que uma forte tempestade geomagnética atingirá a Terra amanhã, dia 8. Observadores do céu, particularmente quem está em grandes latitudes, devem ficar atentos à aparição de auroras até o fim desta semana e começo da próxima.
           O sol, no entanto, pode continuar bravo nos próximos dias. A mesma mancha solar responsável pelas erupções de quarta-feira, conhecida pelos cientistas como região 2673, liberou uma erupção média, de classe M, na terça-feira, que também desencadeou um alerta de aurora. Enquanto o sol caminha para o nível mínimo de atividade em seu ciclo natural de 11 anos, essas manchas solares podem continuar a explodir nos próximos dias.  

terça-feira, 5 de setembro de 2017

SanDisk lança cartão microSD com capacidade para armazenar 400GB

MicroSD Scandisk - 400GB
"Chamado de SanDisk Ultra microSXDC USH-I, aparelho tem preço sugerido de US$250 no site da Amazon nos EUA."
        Se você está se sentindo com pouco espaço no seu aparelho favorito, saiba que a SanDisk acaba de anunciar sua salvação no formato de microSD. Chamado de SanDisk Ultra microSXDC USH-I, o aparelho fornece um total de 400GB de armazenamento para os usuários, sendo o “cartão microSD de maior capacidade do mundo”. Você talvez se lembre que a Microdia anunciou um microSD de 512GB em 2015, mas nunca chegou a realmente lançar o aparelho.
                De acordo com a empresa, o novo cartão de 400GB pode armazenar até 40 horas de vídeo HD (1080p). O acessório está `a venda por 250 dólares na Amazon. Além disso, a novidade da SanDisk transfere dados com uma velocidade de até 100Mbps.
         A SanDisk destaca que o Ultra microSDXC de 400GB é “ideal para usuários de smartphones e tablets Android”, mas o acessório também pode ser útil em aparelhos como o Raspberry Pi ou no console Nintendo Switch.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Novo golpe do WhatsApp promete pacote de dados gratuito

Whatsapp - Nova Fraude (foto:reprodução)
      Os usuários do WhatsApp precisam ficar atentos. A empresa de segurança digital PSafe identificou nesta segunda-feira, 4, um novo golpe no mensageiro que promete falso pacote de dados gratuitos e já atingiu ao menos 20 mil usuários. O golpe funciona assim: o usuário recebe um link que promete pacote de dados móveis de diversas empresas de telefonia. Ao abrir o link recebido pelo app, o usuário é convidado a fazer um breve cadastro com seu nome, número de celular e operadora e é induzido a compartilhar o falso benefício com 10 amigos.

Whatsapp - Nova Fraude
Ao realizar os compartilhamentos, o site malicioso faz dois direcionamentos: um sugere que o usuário inclua seu número de telefone novamente, só que desta vez o cadastro é para um serviço de SMS pago - que efetua cobranças indevidas; o outro direcionamento é para baixar um aplicativo falso, que pode infectar o smartphone e deixá-lo vulnerável a outros tipos de crime ou prejuízo financeiro.

Whatsapp - Nova Fraude
               Para evitar cair nesse tipo de golpe, a orientação é de que o usuário não abra links e arquivos suspeitos, mesmo que tenham sido enviados por pessoas conhecidas. Além disso, é possível instalar um antivírus com função antiphishing. 

domingo, 3 de setembro de 2017

Novo acelerador de partículas será inaugurado em 2018, em Campinas-SP

Acelerador de partículas fotomontagem divulgação

      Quem visita o campus do CNPEM (Centro Nacional de Pesquisas em Engenharia e Materiais), em Campinas, Já pode ver no solo o traçado de uma circunferência de 235 metros de diâmentro. Não é um aeroporto para discos voadores. Nesse Círculo ficará o Sirius, o novo acelerador de partículas da instituição, uma máquina de R$ 1,3 bilhão.
       A maior parete será financiada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A Fapesp (Fundação de Ampapro à Pesquisa do Estado de São Paulo) também contribui para o projeto. O tamanho do projeto pode não ser muito impressionante camparado aos maiores aceleradores de partículas do mundo - o LHC, na Suíça, tem 8,6 Km de diâmentro - mas a máquina brasileira tem a chance de ser a melhor de sua categoria quando for inaugurada, em 2018.
          Diferentemente dos aceleradores que produzem colisões entre partículas, o Sirius vai gerar raios de luz síncrotron, tipo especial de radiação. Ela é usada para obter imagens de alta definição em técnicas de análise estrutural de materiais e moléculas. Dentro do acelerador circulam elétrons que, ao serem desviados por imãs para seguirem a trajetória do anel, emitem radiação síncrotron pela tangente (veja abaixo).

Novo acelerador de partículas brasileiro, capaz de emitir radiação especial, ficará pronto em 2018, em Campinas, e poderá ser o melhor de sua categoria no mundo

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Microsoft mostra em vídeo a evolução do Windows; da primeira a última versão

A evolução do Windows

     O Windows fez 35 anos no ano passado e continua firme e forte com o Windows 10, que está sendo adotado cada vez mais a cada dia. Hoje, o canal oficial da Microsoft Brasil no YouTube publicou um vídeo que mostra a evolução desse sistema operacional, desde sua primeira edição até a que é usada nos dias de hoje, passando por versões que deixaram saudades em seus usuários.
          Além do próprio sistema, podemos relembrar alguns programas que marcaram a história do Windows, como os jogos Reversi, Campo Minado e 3D Pinball, versões antigas do Internet Explorer e do Windows Media Player, um rápido relance do Word 97, o clássico MSN Messenger e uma das saudosas proteções de tela do SO.
           Por fim, chegamos até o recente Microsoft Edge e, claro, a Cortana, a assistente virtual presente no Windows 10, que acessa coisas mais recentes como o OneDrive e o Microsoft Word Online. Confira o vídeo a seguir e prepare-se para muita nostalgia: