sábado, 8 de julho de 2017

Como adicionar duas contas do Google no mesmo celular Android

Quem usa o celular a trabalho ou precisa emprestá-lo para alguém em necessidade, sabe o quanto pode ser interessante a possibilidade de acrescentar mais de uma conta do Google ao mesmo smartphone Android.

Fazendo isso, é possível ter acesso a duas caixas do Gmail, duas bibliotecas do Google Fotos, duas agendas, dois conjuntos de contatos e assim por diante. Saiba como adicionar uma segunda conta do Google ao seu smartphone Android seguindo os passos abaixo.


1. Abra o aplicativo de configurações do seu celular;


2. Role a página até encontrar a opção "Contas" e toque nela. Em seguida, toque em "Adicionar conta";


3. Na nova página, selecione o ícone do Google. Confirme sua senha, código, PIN, desenho ou impressão digital para prosseguir;


4. Insira o e-mail da conta que você quer cadastrar e, depois disso, digite a senha e toque em "Próxima". Toque em "Concordo" para aceitar os termos de uso obrigatórios do Google e pronto. 


Agora você tem duas contas do Google cadastrada em apps como o Google Play e o Gmail. Basta alternar entre os perfis sempre que quiser verificar configurações de uma conta específica.

5. Se quiser pagar uma das contas, abra o app de configurações novamente e volte à opção "Contas";

6. Chegando lá, toque no ícone do Google, e na página seguinte, selecione o e-mail da conta que você quer apagar;


7. Quando surgirem as opções de customização, toque no ícone de três pontos na vertical que fica no canto superior direito da tela. No menu de contexto que se abre, toque em "Remover conta". Confirme sua escolha e pronto. A conta selecionada já foi apagada do celular.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Emoji de palavrão chega ao Facebook

O Facebook concluiu seu processo mais recente de implementação de emojis, e agora usuários da rede social passam a conseguir acessar uma coleção com 2.715 opções.

Emojis do Facebook - Foto: Reprodução/Emojipedia

Entre os destaques estão o emoji de palavrão, um fazendo "psiu" e outro com uma sobrancelha levantada. Também tem dinossauros, novas comidas, profissões e bandeiras, e um ícone de pessoa sem gênero.

O Facebook conta hoje com mais de 600 emojis do que tinha no começo do ano. A razão para isso, explica a Emojipedia, é que, numa só tacada, a rede social acrescentou caracteres do Emoji 4.0 (concentrado em gêneros e profissões) e do 5.0.

Embora a grande coleção esteja disponível para todos, quem usa a rede social em mais de uma plataforma vai notar que os desenhos são diferentes em cada uma delas.

Isso porque o Facebook mantém um padrão para seu site e outro para o Messenger; além disso, seus aplicativos móveis adotam o que for estabelecido pelo sistema. Assim, se a pessoa usar os serviços da empresa no Chrome, num smartphone Android e num iPad, verá emojis divergentes a todo momento.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

Facebook estaria negociando direitos de transmissão da próxima Copa

Pode ser que a próxima Copa do Mundo conte com três grandes empresas de tecnologia entre seus difusores. Nos Estados Unidos, Facebook, Twitter e Snap estão conversando com a Fox para adquirir os direitos de transmissão do evento para a internet, segundo informou uma fonte à Bloomberg.

Futebol, Brasil (foto: iStock)
Ao invés de transmitir as partidas por completo, o acordo permitiria que as três exibissem resumos ou destaques com os melhores lances. Mas a Bloomberg também diz que a Fox, que teria comprado os direitos do evento por US$ 400 milhões, estuda a possibilidade de repassar a transmissão a uma das empresas apenas, o que concentraria a cobertura.

Porque a Copa de 2018 será realizada na Rússia, os horários dos jogos serão complicadores para quem quiser acompanhar o evento ao vivo nos EUA. Por isso, espera-se que a demanda por resumos seja alta, o que torna o possível acordo apetitoso para as empresas de internet.

Final da Copa do Mundo de 2014 no Brasil - Foto: Matthias Hangst
A Fox, diz a Bloomberg, manteria foco na cobertura ao vivo e espalharia conteúdo analítico pelas suas plataformas tradicionais, mas contaria com Facebook, Twitter e Snapchat como meio para reter fãs mais casuais de esporte — aqueles que não acordariam de madrugada para ver um jogo, contentando-se em acompanhar o evento por highlights.

Caberia às três decidir como fariam essa cobertura, seja focando apenas em gols e melhores momentos ou incrementando a coisa com programas analíticos. Nenhuma das empresas citadas quis oferecer comentários à Bloomberg sobre os rumores.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Facebook Find WiFi chega a utilizadores em todo o mundo

Facebook Find WiFi

funcionalidade “Find WiFi” foi lançada em 2016 e estava ainda numa fase de testes. Agora, a empresa de Zuckerberg anunciou que a vai disponibilizar a utilizadores de todo o mundo, de uma forma gradual.

Com a opção de “Find WiFi” ativada na app, o utilizador vê, num mapa, as empresas e organizações nas imediações que oferecem acesso gratuito ao Wi-Fi e consegue perceber que tipo de atividades exercem, em que horários e o nome da rede que está disponível. O serviço pressupõe que as empresas assinalem que pretendem ter este tipo de informação visível aos utilizadores, através da sua página na rede social, explica o Engadget.

A Facebook explica que esta funcionalidade pode ser particularmente útil para turistas ou viajantes e para zonas onde o sinal de dados celulares possa ser mais fraco.

A “Find WiFi” está a ser gradualmente lançada para todos os utilizadores de Android e iOS e pode ser encontrada no separador “More” dentro da app móvel.

terça-feira, 4 de julho de 2017

Saiba como o Google pretende acabar de vez com o seu celular

Foto: Reprodução
O Google está trabalhando duro para tornar os telefones obsoletos. Mas a empresa não admitiria isso. E eles não querem que eu diga isso. Eles ainda têm que fazer certo com as operadoras de telefonia móvel que dão suporte e vendem aparelhos Android.

Ao se livrar do telefone como o conhecemos, o Google está no lado direito da história e também do lado da sua empresa. Isso por que o mundo do pós-telefone é um mundo com comunicação de voz de melhor qualidade, melhores serviços de segurança e telefonia que funcionam melhor do que os aplicativos de comunicação de hoje.

Mas o que é um smartphone, afinal?
Todo mundo está falando sobre o 10º aniversário do iPhone, lançado no dia 29 de junho de 2007. E essa parece ser uma boa data, assim como qualquer outra, para dissecar o que um smartphone realmente é.

Quando Steve Jobs apresentou o iPhone no palco, ele disse que se tratava de três produtos revolucionários: um iPod, um telefone celular e um dispositivo de comunicação de internet.

A descrição do iPhone por Jobs é compreensível apenas se você lembrar que no momento a Apple não havia ainda mencionado a chegada da App Store. 

Agora vemos smartphones com clareza. O "iPod" e "o comunicador via internet" que Jobs  descreveu são apenas aplicativos. Atualmente, há milhares deles na App Store que reproduzem música e permitem comunicações pela internet e, bem, que fazem todos os tipos de coisas.

Um smartphone, então, não se resume a essas três coisas. Ele é, na verdade, duas: um "telefone" e um "computador". A parte "telefone" usa as redes de voz das operadoras de dispositivos móveis para lidar com chamadas e mensagens de texto. A parte "computador" possui um sistema operacional, aplicativos e a capacidade de se conectar à internet através de uma rede de dados de banda larga móvel ou via Wi-Fi.

Assim como a parte "computador" dos smartphones consumiu a câmera digital, o reprodutor de mídia, o rádio, o leitor de ebooks, a calculadora, o gravador de voz, o scanner, o GPS, a bússola, a lanterna, os videogames, o despertador, o temporizador, a agenda e as dezenas de outras coisas, ele também devorará a parte "telefone" do seu aparelho de bolso.

A supremacia da faceta "computador" sobre a parte "telefone" é mais facilmente vista no mundo dos aplicativos de mensagens, que são, na maioria dos aspectos, muito melhores do que a tradicional função para mensagens de texto. E, em qualquer caso, as mensagens SMS e MMS agora viajam facilmente por Wi-Fi e não precisam mais da rede de voz.

A única justificativa restante para a continuidade da parte telefone de um smartphone é que a rede de voz, geralmente, é mais confiável e de maior qualidade do que as opções baseadas na internet.

Mas é apenas uma questão de tempo antes que as chamadas baseadas na Internet sejam melhores do que as de rede de voz. E o Google está tentando acelerar esse processo.

O Project Fi é a entrada do Google para o mundo pós-telefone
O Google anunciou na última semana a compatibilidade do G Suite com o Project Fi, sua rede wireless lançada nos EUA por meio de uma parceria com as operadoras locais.
Embora ótimo para pequenas empresas ou pequenos departamentos, o serviço não está pronto ainda para corporações. O plano é limitado a seis usuários. Mas isso indica um provável apoio futuro em escala empresarial para o Fi no G Suite. Mais sobre isso abaixo.
O Project Fi é o operador de rede virtual móvel (MVNO) do Google. Ele representa uma ideia revolucionária: telefones que alternam automaticamente chamadas de voz e conexões de dados entre diferentes operadoras, e entre redes de voz e VoIP em Wi-Fi. Ele faz isso usando uma estrutura de antena construída especificamente e um cartão SIM personalizado, além de software especial. Esse hardware especial é o motivo pelo qual você pode usar o Google Fi apenas nos telefones Nexus 6, Nexus 5X, Nexus 6P, Pixel e Pixel XL, embora essa programação esteja prestes a mudar.
A conta do Project Fi no Twitter prometeu um "novo dispositivo compatível com o Fi a um preço intermediário de um dos nossos parceiros no final deste ano". O Google não vende mais o Nexus 6 e pretende eliminar o suporte para o Nexus 6P e 5X no próximo ano.
Quando o Google Fi foi lançado há dois anos, ele ganhou uma reputação por oferecer preços flexíveis e baixos (US$ 10 por GB) e roaming internacional fácil e barato (via operadora T-Mobile nos Estados Unidos). 
O Fi permitiu aos usuários "pausar" e "retomar" o serviço e o pagamento. Os usuários gostam do poder e flexibilidade de suas várias operadoras e um suporte Wi-Fi transparente. Como bônus, as chamadas Wi-Fi são encaminhadas automaticamente através de uma rede virtual privada (VPN) segura.
No entanto, desde então o mundo mudou. Hoje em dia, todas as operadoras oferecem planos ilimitados e de baixo custo, de modo que os consumidores estão "prejudicando" o Project Fi.
O lançamento do Project Fi pelo Google levantou a pergunta óbvia: por que o Google gostaria de ser uma operadora? Afinal, o Google é essencialmente uma companhia de internet, não um sistema do telefone.
A resposta é clara: a missão da gigante de tecnologia é transmitir a comunicação para um mundo pós-telefone.
O Google oferece um cartão SIM Project Fi gratuitamente, desde que você seja um cliente Fi. Isso significa que você pode encomendar mais cartões SIM (até nove cartões grátis) e colocá-los em seu laptop, iPad, iPhone ou qualquer dispositivo e usá-lo apenas para dados, com o custo cobrado na conta principal. Esses dispositivos integram, por definição, o mundo pós-telefone, porque com os dados gratuitos do Fi, eles só podem fazer chamadas e enviar textos pela Internet; Não há acesso ao sistema de telefone celular.
O projeto SIM adicional permite que o Google veja como os clientes usam telefones e tablets sem acesso a uma rede de voz móvel.
Parte da missão do Google é a transição de telefones celulares, saindo do SMS e MMS, para entregar Rich Communication Services, ou RCS. (O chefe de comunicações do Google, Nick Fox, disse no mês passado que o Google está trabalhando para levar o RCS ao Projeto Fi.)
A segunda parte é aquela que dará assistência a esse mundo pós-telefone, começando pelo Voice over Long-Term Evolution (VoLTE).
Essas transições podem ser inevitáveis, mesmo sem o envolvimento do Google. Mas elas também podem não ser.
Tudo sobre a telefonia é complicado. O Project Fi permite que o Google tente testar e experimentar, facilitando os usuários do Fi com delicadeza e devagar através da transição de toque e retorno para um mundo que não usa as redes de voz móveis.
E o maior evento na transição pós-telefone é o VoLTE.
  
Em janeiro, alguns usuários do Project Fi perceberam que suas chamadas estavam sendo tratadas pelo VoLTE. Então, em fevereiro, o Google anunciou silenciosamente que tinha começado a testar o VoLTE "com um subconjunto de usuários do Project Fi".
O VoLTE é uma abordagem altamente otimizada e de melhor desempenho do que o VoIP é em relação ao LTE. E, para esse assunto, oferece chamadas de melhor qualidade do que as chamadas de rede de voz de hoje.
Outra enorme vantagem é que o VoLTE permite transmissão de vídeo, transferência de arquivos e outros recursos diretamente do discador nativo de um telefone. O VoLTE também é a solução para a divisão atual entre as operadoras dos EUA entre as redes CDMA e GSM.
Com o Project Fi, o Google pode ajustar e experimentar para descobrir a melhor maneira de obter gradualmente mais usuários fazendo e recebendo chamadas via Wi-Fi e VoLTE e menos através das redes de voz sem fio.
 O Futuro de Fi é a telefonia IP para empresas
 Dentro de dois anos, acredito que o Project Fi estará disponível para empresas de todos os tamanhos, incluindo empresas, como parte essencial do G Suite.
Ele dará aos clientes uma alternativa de telefonia, incluindo chamadas VoLTE de alta qualidade provisionadas por várias operadoras; chamadas baseadas em Wi-Fi - e a capacidade de alternar entre eles; E RCS, planos de dados ilimitados, roaming global e muito mais.
Eventualmente, aos telefones Project Fi faltará apenas uma coisa - a capacidade de se conectar a uma rede de voz móvel.
Os smartphones não serão "telefones" e "computadores". Eles serão apenas "computadores". E toda a comunicação entre eles viajará pela internet.
As implicações são vastas: melhor qualidade, segurança e programabilidade para todas as comunicações empresariais.
Sim, o Google está aí para eliminar o seu telefone - e substituí-lo por algo muito melhor.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Use cores divertidas para seus contatos favoritos no Messenger

Configurações do Facebook permitem alterar cor de conversas no Messenger

Cansou do azul das conversar do Messenger? Sabia que é possível personalizá-las? Existem 15 cores disponíveis, tanto para o aplicativo (Android e iOS) quatro para a página na web do Facebook.

Vale lembrar que a mudança é apenas para a conversa que foi alterada - portanto você pode escolher cores especiais para cada pessoa com quem mais fala.

Na Web

1- Abra a conversa que deseja alterar a cor. Clique no ícone "Configuração"(símbolo de engrenagem no canto superior direito do chat).

2- Clique na opção "Alterar cor..."

Configurações na Web

3- Abrirá uma janela com todas as cores disponíveis. Basta selecionar a qual deseja.

4- Pronto! Esta conversa terá outra cor.

Configurações na Web

Adroid ou iOS

1- Abra o aplicativo Messenger. Escolha um chat.

Configuração no Aplicativo

2- No Android (esq.), toque no ícone "Informação" (o 'i' no canto superior direito). No iOS (dir.), toque no nome da pessoa.

Configuração

3- Selecione a opção "Cor".

Configuração

4- A tabela de cores será aberta. Escolha a que deseja.

Configuração

5- E a cor será alterada.



Configuração

É possível combinar múltiplos processadores para ter mais desempenho?

Motherboard

Os computadores sempre foram alvo de fascínio para os consumidores, algo impulsionado principalmente pelas possibilidades de personalização no que diz respeito ao hardware.

A vantagem de ser um produto ajustado às necessidades do consumidor é um aspecto que levou as fabricantes, ao longo dos anos, a desenvolverem novas tecnologias para levar inovação e maior performance ao usuário.

Jogadores, apaixonados por tecnologia e curiosos de plantão sempre gostaram de apostar suas fichas e um bocado de tempo na arte de construir máquinas incrivelmente poderosas. Assim, com uma tendência cada vez mais forte rumo a personalizações incrementadas, algumas marcas tomaram decisões de levar os limites ao extremo.

Combinando várias peças

No decorrer dessa evolução desenfreada, tivemos o surgimento de ideias para combinação de múltiplas peças, o que levaria a uma suposta melhoria na parte de processamento e, consequentemente, a ganhos surpreendentes para o consumidor. Foi o caso das alterações na memória, que passou de configurações individuais para sistemas de canal duplo e triplo.

Pensando na jogatina, uma das inovações lançada visando a melhoria da performance foi a configuração de múltiplas placas de vídeo, algo que se deu por parte de duas fabricantes: NVIDIA e AMD. Cada uma desenvolveu sua própria tecnologia, mas, de maneira geral, o objetivo era basicamente o mesmo.

Placa Mãe Gigabyte

Funcionalidades como a NVIDIA SLI e da AMD CrossFire permitem ao jogador combinar duas, três ou até quatro placas de vídeo. Ainda que o escalonamento dos componentes não seja totalmente eficiente (o que significa que uma configuração com quatro placas não indica um ganho de 300%), há melhorias substanciais em vários casos.

Com todo esse avanço, não é raro questionar a possibilidade de combinar vários processadores numa máquina, mas, afinal, existe algum modo de fazer isso? Ou no popular: é possível fazer “um SLI de processador?” A resposta curta é: sim. No entanto, há algumas pegadinhas aqui que limitam um pouco as configurações que permitem associar duas unidades de processamento.

A necessidade de evolução

A verdade é que, historicamente, antes de termos componentes com múltiplos núcleos, tanto as fabricantes de placas-mãe quanto marcas como Intel e AMD já pensavam em formas de incrementar o desempenho através de um avanço na parte de processamento do computador. A ideia era bastante simples e óbvia: ampliar a capacidade de computação, fosse via mudanças na forma de operação ou pelo incremento dentro da própria CPU.

Entretanto, devido às limitações nas arquiteturas dos processadores, era simplesmente impossível levar a performance além de um patamar, já que não era possível havia formas de aumentar a quantidade de transistores, tampouco alterar aspectos como clock e outros parâmetros sem criar processadores de tamanho avantajado – o que implicaria em toda uma mudança de socket, conexões eletrônicas e outras tantas adaptações.

Processador Intel Pentium III

Assim, lá no começo do atual século, por volta de 2000 ou 2001, tivemos o surgimento de algumas placas-mãe que combinavam dois processadores Pentium III. Com a chegada dos chipsets VIA Apollo Pro 133A e Apollo Pro 266, as marcas puderam aliar a performance de duas unidades e, assim, entregar maior performance ao consumidor nas principais tarefas.

Era uma época em que Intel e AMD não atuavam no segmento de chipsets e deixavam o trabalho para parceiras, tal qual a VIA e a SiS. O momento era de transição em vários componentes da informática, incluindo as memórias que estavam saindo do padrão DIMM para a chegada da versão DDR.

Com esse tipo de alteração, somente unidades computacionais que trabalhassem com maior velocidade poderiam apresentar diferenças substanciais, então o surgimento de uma solução com dois processadores era bastante sensata. Tal mudança não implicava em grande trabalho por parte das fabricantes de CPU, já que a alteração se dava muito mais na arquitetura da placa, algo que era possibilitado justamente pelos novos chipsets.

Placa-mãe MSI 964D Pro

Foi nesse tempo que marcas como Iwill e MSI lançaram soluções inusitadas, que traziam tanto inovações de memória e processadores, quanto uma enormidade de conexões de expansão para o consumidor utilizar placas de vídeo, som, rede e outras peças que pudessem ampliar as capacidades de suas máquinas. Era chegada uma nova era, que levaria a velocidade de processamento e as soluções gráficas a um nível superior.

As placas mais memoráveis com dois processadores foram a MSI 694D Pro (que usa o chipset VIA Apollo Pro 133A) e a Iwill DVD266-R (com o VIA Apollo Pro 266). Essas peças traziam o socket 370, que dava suporte para operação de dois processadores quando equipadas com modelos Pentium III. Detalhe: esses chipsets ainda trabalhavam com CPUs VIA C3 (somente no Apollo Pro 133A) e Celeron (nos dois chipsets).

As placas mais memoráveis com dois processadores foram a MSI 694D Pro (que usa o chipset VIA Apollo Pro 133A) e a Iwill DVD266-R (com o VIA Apollo Pro 266). Essas peças traziam o socket 370, que dava suporte para operação de dois processadores quando equipadas com modelos Pentium III. Detalhe: esses chipsets ainda trabalhavam com CPUs VIA C3 (somente no Apollo Pro 133A) e Celeron (nos dois chipsets).

Placa-mãe Iwill DVD266R

Na prática, as coisas nunca funcionam exatamente como o planejado e, tal qual acontece com as tecnologias de placas de vídeo, o software nunca responde de acordo com as capacidades do hardware. É importante notar que as duas novidades eram destinadas aos consumidores finais, que poderiam usar benefícios de processamento em suas atividades domésticas.

Apesar de, nas ocasiões de lançamento, tais novidades parecem brilhantes, elas não duraram muito, já que a evolução logo deu abertura para a chegada de novos chipsets e processadores ainda mais robustos. Graças às melhorias de operação, os novos modelos Pentium IV podiam entregar uma performance substancialmente maior, o que dispensava o uso de múltiplos processadores.

Uma mudança sensata para o consumidor

E foi nessa evolução incessante que após chegar aos limites dos processadores que grandes marcas como Intel e AMD, pensando somente no segmento dos computadores, desenvolveram ideias de componentes com múltiplos núcleos.

A chegada de modelos como o Pentium Dual-Core (e depois a família Intel Core) e os Athlon X2 (que depois deram abertura para Athlon X3 e X4, bem como os Phenoms, a série FX e outras) colocou um ponto final na ideia de combinação de múltiplos processadores.

Basicamente, pensando no sentido ínfimo do conceito da computação, a possibilidade de combinar múltiplos núcleos (que é essencialmente o cérebro de um processador) e compartilhar os elementos internos (como memória cache, controlador de memória e agente do sistema) fez muito mais sentido do que insistir em trabalhos individuais de processadores.

Processador

Coincidentemente, toda essa mudança nas CPUs gerou uma convergência geral na parte de hardware, incluindo a mudança na fabricação de chipsets (que passou de terceiras para as próprias desenvolvedoras de processadores), ajustes dos processadores (que integraram múltiplos componentes, incluindo chip gráfico) e alterações na arquitetura das placas-mãe.

Com essas novidades, as placas seguiram o caminho da diminuição de tamanho, o que, novamente, foi benéfico para o consumidor, principalmente quanto ao tamanho dos computadores. Se a “onda” das máquinas com vários processadores tivesse pegado, possivelmente hoje teríamos PCs maiores, já que, nos modelos que pintaram no mercado, as placas tiveram de crescer para acomodar mais peças.

Abusando da melhoria de litografia, com transistores de tamanho cada vez mais ínfimo, AMD e Intel chegaram, hoje, ao ponto de fornecer processadores acessíveis com 8 núcleos ao consumidor – e há modelos com até 18 núcleos anunciados para este ano. A evolução do software para aproveitar toda essa vantagem computacional também foi um impulsionador para que as fabricantes mantivessem esse conceito ativo e fizessem investimentos pontuais.

Aplicações que realmente necessitam de múltiplos processadores

Apesar de o conceito de múltiplas CPUs desaparecer das máquinas voltadas para ambientes domésticos (o famigerado segmento dos desktops), ele cresceu entre os computadores voltados para atividades que demandam um nível de processamento que está acima do que podemos imaginar. Assim, hoje, as máquinas de data center usam essencialmente apenas placas para várias unidades de processamento.

E não estamos falando de servidores para ambientes corporativos, pois, dependendo do tamanho da empresa, um único processador do tipo Xeon ou Opteron com 20 núcleos já tem a capacidade de processar as demandas para operações de pequeno porte. As máquinas que realmente precisam de poder em massa são aquelas que estão por trás dos grandes sites de internet ou de plataformas online que atendem milhões de usuários simultaneamente.

A verdade é que, para atender a tamanha demanda, um data center de uma empresa como a Sony, Microsoft, Facebook ou Google (pensando apenas em serviços famosos) pode necessitar de milhares de processadores – os quais são interligados dentro dos chamados racks. Todavia, pensando apenas em um único computador desse grande servidor de dados, temos exemplos de placas que podem trabalhar com até quatro processadores em paralelo.

Processamento Múltiplo - Hardware

É o caso das principais placas da fabricante Super Micro, que é especializada no segmento e tem peças como a X10QBi. Esse modelo vem com quatro sockets R1 (LGA2011), que operam especificamente com chips Intel Xeon E7-8800 v4/v3 ou Intel Xeon E7-4800 v4/v3. Para colocar todos os componentes em comunicação, esta placa usa o chipset Intel C602J.

Em termos de expansão, ela tem quatro slots PCI-E 3.0 x16, sete slots PCI-E 3.0 x8, suporte para duas placas de rede 10GBase-T ports (com capacidade de 10 Gigabits), interface IPMI, seis conexões do tipo SATA (sendo duas SATA 3 e quatro SATA 2) e seis portas USB 2.0.

É importante notar que, devido às limitações de tamanho, essa placa não tem slots de memória instalados diretamente na placa de circuito impresso. Assim, ao montar uma máquina com esta placa é preciso adicionar módulos que ofereçam o suporte para a memória RAM. Ao acoplar os módulos (é possível utilizar até 8 módulos), a máquina pode ser equipada com até 12 TB de memória RAM (distribuídos em 96 slots que aceitam 128 GB cada).

Módulo - Sokets de Memória

Olhando bem para esses números e comparando com a capacidade de PCs do tipo Desktop (que em alguns casos até aceitam 64 GB de memória RAM, mas que, por padrão, dificilmente ultrapassam dos 8 GB ou 16 GB), fica claro porque não faz sentido desenvolver uma arquitetura de múltiplos processadores para o consumidor comum. Não há nenhuma atividade rotineira ou específica que possa justificar tamanho exagero num PC doméstico.

Pensando em quantidades como 12 TB de memória RAM e a possibilidade de usar até quatro processadores (o que pode totalizar 96 núcleos), fica evidente que somente tarefas que exigem um nível de processamento absurdo podem aproveitar essas vantagens. Que tipos de ações demandam tanto poder? Bom, um serviço como a PlayStation Network ou uma rede como o Facebook, que atendem milhões de usuários por segundo, podem ser bons exemplos.

Nota: alguns servidores usam processadores da AMD ou mesmo componentes da série Intel Xeon Phi (que trazem até 72 núcleos e trabalham de forma distinta para cargas de trabalho paralelas).

Supermicro Twin

Todavia, apesar das vantagens na quantidade de dados e nas atividades realizadas paralelamente, um Xeon da série 8800 não necessariamente trabalha melhor do que um Intel Core i7 em todos os casos. É importante perceber que são componentes voltados a atividades completamente distintas, sendo que um modelo da série Intel Core pode até trabalhar com clocks mais elevados e desempenhar melhor para jogos e atividades práticas.

Não que as especificações de Intel Xeon não sejam impressionantes. O modelo E7-8894V4 (que custa a bagatela de 8.898 dólares) tem 24 núcleos, pode trabalhar com até 48 threads, conta com 60 MB de memória cache e pode chegar ao clock de 3,40 GHz em modo Turbo.

Além disso, este Xeon tem largura de banda de memória ampliada, já que trabalha com sistema quad-channel. Todos esses diferenciais são importantes para as tarefas as quais ele é dedicado e mostram claramente como ele se diferencia de um Core i7, que roda com frequência elevada, mas tem menos núcleos e limitações de memória.

Intel Xeon

Enfim, pensando nas atividades práticas do consumidor, sejam jogos ou o trabalho com aplicativos para conteúdos gráficos, os atuais componentes de processamento fazem um excelente trabalho. Inclusive, essa ideia de unir processadores é algo que vem até caindo em desuso por parte das fabricantes de chip gráfico, como é o caso da NVIDIA, que atualmente limita as combinações com a tecnologia SLI.

Também, é válido notar que muitas das limitações que existem nos atuais computadores muitas vezes se devem às capacidades de peças mais lentas, como é o caso dos HDs ou de outros itens que atrasem o processamento de outros componentes. É difícil prever como se dará o futuro da computação, mas, ao perceber os avanços atuais, não é sensato arriscar em configurações com várias CPUs. Por ora, os núcleos e threads fazem um excelente trabalho.